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Salário mínimo previsto na Constituição seria R$ 6.388,55 em julho, aponta Dieese

Foto: Reprodução
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O salário mínimo no Brasil está muito abaixo do ideal. Ao menos é o que aponta a pesquisa mensal de preços do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) para o mês de julho. Pelos dados coletados, para manter uma família de quatro pessoas, o salário deveria ser de 6.388,55. Atualmente é de R$ 1.212.

O levantamento mensal mostra que o valor ideal para as despesas básicas precisaria ser 5,27 vezes maior que o piso nacional. Em junho seria de R$ 6.527,67. A pequena queda tem relação com a tímida desaceleração da inflação no Brasil.

Salário mínimo abaixo do ideal

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Não é de agora que o salário mínimo está abaixo do ideal no Brasil. A cada novo estudo do Diesse, vemos que a diferença entre o real e o necessário só fica mais evidente com o passar do tempo.

O departamento em questão leva em conta o preço da cesta básica nas capitais brasileiras. Em 9 das 17 pesquisadas, percebeu-se que o custo dos alimentos essenciais aumentou em junho.

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Para conseguir comprar os produtos da cesta básica, o trabalhador brasileiro – que ganha um salário mínimo – teve que trabalhar cerca de 120 horas e 37 minutos.

Segundo o Dieese, o estudo considera o que diz a constituição sobre o salário, ou seja, que o valor determinado pelo governo seja o bastante para dar conta das despesas de uma família pequena. Isso inclui os gastos com alimentação; moradia; saúde; educação; vestuário; higiene; transporte; previdência e lazer.

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Mas é a cesta básica que direciona o levantamento. O valor mais alto em julho foi encontrado em São Paulo, sendo de R$ 760,45. Sete cidades tiveram alta nos preços, são elas: Vitória (1,14%); Salvador (0,98%); Brasília (0,80%); Recife (0,70%); Campo Grande (0,62%); Belo Horizonte (0,51%) e Belém (0,14%).

Apesar disso, entre junho e julho, foi constatada uma pequena redução no preço da cesta básica em algumas capitais, sendo elas: Natal (-3,96%); João Pessoa (-2,40%); Fortaleza (-2,37%) e São Paulo (-2,13%).

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